Elaborando...

...Elaborando:

Meus escritos são como imagens de um caleidoscópio: pequenos fragmentos repetidos, ampliados e combinados para formar uma imagem, fechar uma gestalt.
Todos viram personagens, posso usar qualquer vivência, minha ou de outras pessoas, tudo o que me toca e pede algum sentido. Onde havia canutilhos e miçangas podemos ver flores, mandalas, imagens de abstrações variáveis.
Você pode estar refletido em algum, ou vários, momentos. Mas não se ache tanto nem tão pouco: não há lugares fixos, e você pode ser apenas dois canutilhos e uma miçanga, não a figura completa.
E por quê? Porque fechar gestalts é uma função básica do cérebro, porque escrever é um meio de elaborar vivências e transformá-las em algo que se pode ver sob várias perspectivas. Porque é meu modo de crescer, porque preciso ver algum sentido na vida. Ou simplesmente porque é possível passar horas apenas rodando um velho caleidoscópio.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sem Par

E eu me pergunto que tipo de dança é essa nossa
Em que você se afasta quando me entrego?
E eu só me entrego quando você se afasta
Na sua disponibilidade, me assusto
Na sua procura, me nego
Na sua volta, me recuso
No seu protesto, o invalido

Que dança é essa,
Em que você executa passos, movimentos, posições
Tão destacado de mim?
Que dança é essa em que nos seus braços
Rodopio sozinha
Numa música que só eu escuto?

Que dança estranha e antiestética
De um beijo que não se completa
De carícias que ficam vazias
Quando passam dos limites do abraço

Que dança?
Quem dança?
Quem dança com quem?
Acho que essa música é de dançar separado.

Ing 07/09/11

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